Contracorrente
Frederico Barbosa
Capa e Projeto Gráfico:
Carlos Fernando
64 páginas
Preço: R$ 15
Contracorrente
é o terceiro volume de poesia lançado por Frederico Barbosa
(Recife, 1961). Seu primeiro livro, Rarefato (publicado por esta
casa em 1990) foi escolhido pelos jornais O Estado de S. Paulo e
O Estado de Minas (Belo Horizonte) como um dos melhores livros do
ano. O segundo, Nada Feito Nada (Perspectiva, 1993), integrou a
prestigiosa Coleção Signos, dirigida por Haroldo de
Campos, e ganhou o maior prêmio literário do país,
o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro.
Durante os últimos sete anos, o poeta – que, segundo Antonio
Risério, “parece não ter medo de nada. Nem de si mesmo
– ou do seu próprio silêncio”, considerado por Haroldo
de Campos “dos mais expressivos de sua geração, pelo
sentido construtivo e gume crítico de seus poemas ” – teve
seus poemas publicados em coletâneas de diversos países, como
Estados Unidos, Austrália, México, Espanha e Colômbia.
Frederico Barbosa é, nas palavras de Manuel da Costa Pinto,
“possivelmente o poeta que mais explicitamente assume sua dívida
para com o concretismo. (...) Ao lado de Augusto de Campos, é hoje
o poeta que melhor navega pelas águas do experimentalismo.”
Já Heloísa Buarque de Hollanda acrescenta que “tem
um tipo de negociação com o concretismo muito independente,
muito interessante. Ele usa aquilo tudo, mas interpela de um jeito diferente...”
O grande crítico Antonio Candido apresenta Contracorrente
afirmando que “este terceiro livro mostra que o lugar de Frederico Barbosa
é entre os verdadeiros poetas da sua geração”, pois
“aqui o poeta parece estar além da pura experiência e plenamente
integrado na sua personalidade poética. Simplificando, é
possível dizer que passou do bom ao melhor. (...) Neste livro há
coragem de falar do eu e do mundo, mas de maneira que eles apareçam
como invenções, não reproduções. Frederico
Barbosa é capaz de reinventar, dentro de parâmetros que deixam
para trás muitas convenções e lhe permitem fazer algo
novo.”
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